domingo, 16 de junho de 2013

14 Curiosidades do Marrocos



1.   Marrocos é um país africano situado no extremo noroeste do continente e ocupa uma área de 446 550 km2.

2.   É uma monarquia constitucional, com um parlamento eleito democraticamente, mas que tem um rei como chefe de governo.


3.   A capital é Rabat e a cidade mais populosa, Casablanca.


4.   A universidade mais antiga do mundo é a Karueein, no Marrocos, fundada em 859 d.C.


5.   A religião oficial é o Islamismo e por isso é difícil encontrar quem crie cães no pais, já que, religiosamente, o cão é um animal impuro.


6.   As mesquitas estão presentes em todos os cantos e suas portas de entrada têm características próprias. O povo, na grande maioria, muçulmanos, segue a risca as cinco rezas diárias.


7.   Existe uma  única igreja católica em Marrakesh  que foi construída dentro da Medina bem em frente a uma mesquita, ela foi respeitada e continua em funcionamento.


8.   Nas casas o tamanho da porta demonstra o espaço e a riqueza da família. No interior de grandes portas existem palácios exuberantes, inexistentes para os turistas.


9.   Os marroquinos cultivam o hábito de beber chá verde com hortelã e açúcar antes e depois das refeições.


10. Os curtidores de couro realizam seu trabalho artesanalmente em um ambiente de higiene precária onde se encontram partes de animais sacrificados em decomposição. O local possui um odor insuportável.

11. A culinária marroquina é  rica em temperos e os restaurantes das cidades encontram-se em antigos palácios que surpreendem os visitantes.


12. As vestes que cobrem o corpo e algumas vezes até o rosto das muçulmanas estão presentes também nas gerações mais novas. As marroquinas acreditam que usar as roupas típicas do país é um sinal de respeito pela religião.

13. Os mendigos pedem esmola em vários idiomas.


14. A cidade de Fez foi cenário da novela O Clone, exibida pela Globo no Brasil entre 2001 e 2002


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Curiosidades do Japão

Veja aqui neste algumas curiosidades sobre o Japão e conheça mais a terra do sol nascente.

Uma Cultura Diferente das Demais

Japão é um dos países mais interessantes e curiosos do mundo, pois sua cultura é muito diferente das demais.Curiosidades do Japão A religião, as comidas, os rituais, a música, a moda, os costumes entre várias outras coisas relacionadas à cultura japonesa são diferentes e muito interessantes.
  
Alguns costumes japoneses podem até ser estranhos para quem mora em outros países, mas para os habitantes do país do sol nascente sua cultura é muito valiosa e eles fazem questão de preserva-la passando-a para as próximas gerações.
Ao pesquisar sobre a cultura, os costumes ou simplesmente pelo país japonês podemos encontrar várias curiosidades interessantes e diferentes. Neste artigo você ficará sabendo um pouco mais sobre o Japão através de algumas curiosidades deste país exótico e extraordinário.

Curiosidades Sobre o País

Curiosidades do Japão
Para que você conheça melhor a terra do sol nascente começaremos nossa lista de curiosidades falando sobre as principais características do Japão.
O Japão é um arquipélago composto por 6852 ilhas que em sua maioria são montanhosas e com muitos vulcões. As maiores ilhas do país são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku e elas representam mais da metade da área terrestre nacional.
Curiosidades do Japão
Com cerca de 128 milhões de habitantes o Japão possui a décima maior população do mundo e sua capital Tóquio é considerada a maior área metropolitana do mundo contendo cerca de 37 milhões de habitantes.
O Japão tem como sistema político a monarquia constitucional e como principais religiões o Xintoísmo e o Budismo. Seu idioma oficial é o Japonês e sua moeda é o Iene. É conhecido por ‘’Terra do Sol Nascente’’ porque os caracteres que formam seu nome significam ‘’Origem do Sol’’.
No país há 86 vulcões ao todo sendo que o maior deles é o Monte Fuji, um dos símbolos nacionais do Japão. O Monte Fuji tem aproximadamente 3800 metros de altura e já entrou em erupção 18 vezes sendo que a ultima vez foi em 1707.
Os terremotos causados constantemente no Japão devem-se ao encontro de três placas tectônicas situadas no país, é o encontro delas que faz com que o Japão tenha diversos abalos sísmicos durante o ano.
Sua infraestrutura é invejada por vários países, pois possui ótimos meios de transporte, educação excepcional, lidera nos campos da pesquisa científica, tem a segunda menor taxa de homicídios do mundo e tem um ótimo atendimento a saúde o que faz com que o país tenha o povo mais longevo do mundo.

Outras Curiosidades

Curiosidades do Japão
Depois de mostrar algumas curiosidades sobre o país japonês mostraremos agora algumas curiosidades sobre a cultura e os costumes do Japão.
No Japão as pessoas não podem entrar em suas casas ou nas casas de outras pessoas com o sapato que estavam andando na rua para não sujar a casa e também para que as energias impuras da rua não invadam a harmonia do lar, ou seja, é tanto uma questão de higiene física como de higiene espiritual.
Curiosidades do Japão
No Japão existem três maneiras de dizer eu te amo, a primeira é ‘’Daisuki’’ que pode apenas ser dita para amigos e ficantes, a segunda é ‘’Aishiteru’’ que pode apenas ser dita quando se está em um relacionamento mais sério e a terceira é ‘’Koishiteru’’ que você diz apenas para a pessoa que quer passar o resto da vida junto.
Faz parte das regras de etiqueta sentar-se no chão com as pernas sob o corpo, o aperto de mão é substituído pelo tradicional cumprimento japonês e considera-se falta de educação abrir um presente na frente de quem o deu.
Os japoneses se cumprimentam com reverências, pois não são adeptos de apertos de mão e abraços evitando sempre o contato físico. No Japão é comum ver pessoas usando máscaras cirúrgicas quando estão gripados para não contaminar outras pessoas.
Para ter sorte e prosperidade no ano novo a receita especial dos japoneses é o moti, bolinho de arroz ligeiramente adocicado. O bolinho deve ser comido na primeira refeição do dia 1º de janeiro.
Os vídeo games (Nintendo, SEGA e PlayStation), os animes e mangás, o sushi, os bonsais e as artes marciais (judô, karatê, e kendô) são algumas das coisas mais conhecidas da cultura japonesa no mundo.
Enfim essas foram algumas curiosidades do Japão, caso tenha gostado procure pesquisar mais sobre a cultura japonesa pois ela é muito rica e ensinará várias coisas a você. Procure sempre ser curioso pois assim você sempre ficará bem informado sobre o que acontece em seu país e no mundo.

O JAPÃO NA 1ª GUERRA MUNDIAL



A Coreia foi anexada ao Império Japonês em 1910, sendo explorada e abusada até onde se pôde. Mas os japoneses queriam mais.

Durante a 1ª Guerra Mundial o Japão declarou guerra à Alemanha em 23 de agosto de 1914, desejando expandir sua esfera de influência na China e no Pacífico. Aliado ao Império Britânico, ambos deslocaram forças para ocupar Tsingtao – a fortaleza alemã da Esquadra do Leste da Ásia -, os territórios ocupados de Shandong na China, bem como as ilhas Marianas, Carolinas e Marshall, que faziam parte da Nova Guiné alemã. O cerco de Tsingtao e uma rápida invasão do território alemão de Jiaozhou foram bem sucedidos, com a rendição das tropas germânicas no início de novembro de 1914.

Fuzileiros navais japoneses desembarcando perto de Tsingtao

.
Fiel a seus aliados, o Japão enviou uma força naval ao Mediterrâneo para auxiliar as ações antissubmarinas, enquanto consolidava sua posição na China por intermédio das “Vinte e Uma Exigências”, em janeiro de 1915. Com o sentimento antijaponês difundido na China e a condenação internacional de suas ações, o Japão retirou suas exigências e um tratado foi assinado em maio de 1915.

Em 1918, com a eclosão da Revolução Bolchevique na Rússia, o Japão e os EUA enviaram tropas para a Sibéria com a finalidade de apoiar o Exército Branco russo em sua resistência contra os bolcheviques.  Nessa intervenção, o Japão planejava empregar um exército de 70.000 soldados para ocupar a região a oeste do lago Baikal, no entanto, a execução foi limitada, pois, desconfiados das intenções japonesas, os norte-americanos retiraram seu apoio.

Réplica de uniforme de soldado japonês de 1915

Em 1919 o Japão propôs uma cláusula de igualdade racial para ser incluído na Liga das Nações, na conferência internacional de Paris. A cláusula, contudo, foi rejeitada por vários países ocidentais e não foi encaminhada para discussão na reunião plenária da conferência. Essa rejeição fez com que o Japão se afastasse do Ocidente, por sentir-se desprezado pelos antigos aliados, direcionando-se a políticas nacionalistas. Como resultado, a Aliança Anglo-Japonesa encerrou-se em 1923.

O Japão participou da guerra e, sem sofrer qualquer dano considerável, lucrou e equilibrou-se economicamente, consolidando a base do capitalismo que, até então, se achava instável. A procura de produtos japoneses pelos países que estavam participando diretamente da guerra era grande e trouxe progresso para as indústrias e incrementou a exportação.

Segunda Guerra Mundial - Japão


Segunda Guerra Mundial – Japão Em 1941, as relações entre Estados Unidos e Japão não estavam bem. A divergência era a tentativa japonesa de dominar a China pela força. Em 1937, começara a guerra sino-japonesa, provocando sérios protestos uma vez que os Estados Unidos tinham grande interesse na China. Diante da recusa do Japão em ouvir os protestos, os Estados Unidos declararam um embargo de exportação de diversos produtos, incluindo petróleo. Sem a fonte de combustível, o Japão tinha duas alternativas: aceitar um acordo humilhante concordando com a inviolabilidade da China; ou procurar petróleo em outro lugar. Não conseguiram firmar um acordo com as Índias Ocidentais Holandesas para o fornecimento de petróleo. Decidiram no final do verão de 1941 negociar mais uma vez com os Estados Unidos. Sem nenhum acordo, no final de 1941 era claro que a guerra era inevitável e ambos apressaram seus preparativos, mesmo assim um embaixador japonês foi enviado a Washington para apresentar uma última oferta, que evidente seria recusada. Foi um truque para manter as conversações, até que o Japão estivesse preparado. Quando Roosevelt, certo da intenção do Japão de romper relações diplomáticas, os japoneses atacaram a base naval de Pearl Harbor, na ilha havaiana de Oahu, as oito horas da manhã do dia 7 de dezembro de l941. A frota e os campos de pouso, desprevenidos, tiveram estrago total. Atingida a frota americana, os japoneses prosseguiram em seu programa de conquista no Pacífico. Simultaneamente ao ataque a Pearl Harbor, o Japão agiu rápido no extremo oriente e a primeira ilha a cair foi Hong Kong. No mesmo dia investiram sobre a maior ilha das Filipinas, Luzon, e uma base americana, também pega de surpresa, teve seu esquadrão destruído. O comandante americano em Luzon era o General Douglas MacArthur. Comandados pelo General Homma as tropas japonesas desembarcaram em Luzon e logo estavam rumo a capital, Manila. Os americanos isolados de qualquer reforço, capitularam em nove de abril de 1942, na ausência do General MacArthur. Também em oito de dezembro de 1941 os japoneses desembarcaram em três frentes na península malaia, com o objetivo de toma-la das mãos dos ingleses.

Guerra Boshin

Guerra Boshin (戊辰戦争, Boshin Sensō?, "Guerra do Ano do Dragão") foi uma guerra civil no Japão, travada de 1868 a 1869 entre forças do governo do Xogunato Tokugawa e aqueles que favoreciam a restauração do Imperador Meiji.

A guerra encontra suas origens na declaração do imperador da abolição do xogunato de mais de duzentos anos e a imposição do comando direto da corte imperial. Movimentos militares das forças imperiais e atos de violência partidários ao império em Edo, levaram Tokugawa Yoshinobu, oxogum, a lançar uma campanha militar para controlar a corte imperial em Quioto.
A maré militar rapidamente mudou em favor da facção imperial, que era pequena mas relativamente modernizada, e após uma série de batalhas culminando na rendição de Edo, Yoshinobu pessoalmente rendeu-se. O remanescente do governo Tokugawa recuou para o norte de Honshu e posteriormente para Hokkaido, onde declarou uma nova república. Derrotados na Batalha de Hakodate, o último resquício do xogunato foi destruído, dando controle supremo ao império por todo o Japão, completando a fase militar da Restauração Meiji.
Cerca de 120 mil homens foram mobilizados durante esse conflito, e desses aproximadamente 3,5 mil foram mortos.2 No fim da guerra a vitoriosa facção imperial abandonou seus objetivos de expulsar estrangeiros do Japão e ao invés disso adotou uma política de contínua modernização com o objetivo de eventualmente renegociar os Tratados Desiguais com os poderes ocidentais. Os partidários dos Tokugawa foram poupados, devido à persistência de Saigo Takamori (um líder proeminente da facção imperial), e muitos dos antigos líderes xogunais foram presenteados com posições de grande responsabilidade no novo governo que se estabelecia.
A Guerra Boshin é testemunha do avançado estado de modernização que já havia sido alcançado pelo Japão nos catorze anos após sua abertura para o ocidente, o alto envolvimento de nações ocidentais (especialmente Grã-Bretanha e França) na política do país, e a instalação um tanto turbulenta do poder Imperial. Com o passar do tempo, a guerra foi romantizada pelos japoneses e outros que consideram a Restauração Meiji como uma “revolução pacífica”, apesar do número de baixas. Várias dramatizações da guerra foram feitas no Japão, e elementos do conflito foram incorporados no filme estadunidense de 2003, O Último Samurai.

Guerra do Marrocos

Guerra do Marrocos foi um conflito bélico entre a Espanha e o Marrocos entre 1859 e 1860, durante o reinado de Isabel II.

Antecedentes 

Desde 1840 as cidades espanholas de Ceuta e Melilla sofriam constantes incursões por parte de grupos marroquinos. A isto se unia constantes ataques às tropas espanholas em vários pontos, sobre tudo nos anos de 1844, 1845, 1848 e 1854, que apesar de reagir via os agressores se internarem no território marroquino para repetir as agressões pouco tempo depois. Após um ataque a um destacamento espanhol em agosto de 1859 Leopoldo O'Donnell, presidente do governo espanhol, exigiu do sultão do Marrocos a punição dos agressores, o que não ocorreu.

O'Donnell, homem de prestígio militar, que buscava a ampliação das bases de apoio ao governo da 'União Liberal', consciente que a imprensa reclamava uma ação decidida contra os ataques, propôs ao congresso de deputados a declaração de guerra ao Marrocos em 22 de outubro, depois de receber a anuência dos governos frances e inglês, apesar da reticencias deste último pelo controle do estreito de Gibraltar.

O desenrolar das operações 

A reação popular foi unânime. A Câmara aprovou por unanimidade a declaração de guerra e todos os grupos políticos apoiaram a intervenção. Na Catalunha e no País Basco foram organizados centros de recrutamento de voluntários, aos que acudiram vários elementos carlistas, sobretudo de Navarra, em um proceso de efervescência patriótica que não acontecia desde a Guerra da Independência Espanhola.

O exército expedicionário, que partiu de Algeciras era composto de trinta e seis mil homens, sessenta e cinco peças de artilharia e quarenta em um navios. O'Donnell dividiu as forças em três corpos, comandados pelos generais Juan Zavala de la Puente,Antonio Ros de Olano e Ramón de Echagüe. Além disso havia um grupo de reserva sob comando do general Juan Prim. O almirante Segundo Díaz Herrero foi nomeado chefe da armada.
Os objetivos fixados eram a tomada de Tetuán e a ocupação do porto de Tânger. Em 17 de dezembro começaram os combates com a coluna comandada por Zabala que ocupou a Serra de Bullones. Dois dias depois Echagüe conquistou o Palácio do Serrallo e O'Donnell se pôs a frente da força que desembarcou em Ceuta em 21 de dezembro. No Natal os três corpos de exército tinham consolidadadas suas posições e esperavam a ordem de avançar a Tetuán.
Em 1 de janeiro de 1860, o general Prim avançou até a desembocadura do Uad el Jelú com apoio do general Zabala e da armada espanhola que mantinha as forças marroquinas afastadas da costa.
Os combates continuaram até 31 de janeiro, quando foi detida uma ofensiva marroquina e O'Donnell iniciou uma marcha para Tetuán, apoiado pelos voluntários catalães com a cobertura dos generais Ros de Olano e Prim nos flancos. Sob pressão da artilharia espanhola as fileiras marroquinas se desorganizaram e se refugiaram em Tetuán, que caiu em 6 de fevereiro.
O objetivo seguinte era Tânger. O exército, reforçado pelas unidades voluntárias bascas, por volta de dez mil combatentes desembarcados no mês de fevereiro, estavam prontos para a ofensiva em 11 de março. Em 23 de março aconteceu a batalha de Wad-Ras, vencida pelos espanhóis e que forçou o pedido de paz do Muley Abbas marroquino. Depois de um período de armistício foi firmada a paz em Tetuan em 26 de abril, devendo Espanha, por causa das pressões inglesas, devolver Tánger e Tetuán, apesar de ter ampliado suas possessões em torno de Ceuta e Melilla.
Conde D'Eu participou dos combates, do lado espanhol, como oficial subalterno. A experiência granjeada nesta guerra levou a que fosse escolhido como comandante das tropas brasileiras na etapa final da Guerra do Paraguai, já que era o único membro da família imperial com experiência em combate.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tudo Sobre Marrocos


História 
Marrocos, tal como grande parte do Norte de África esteve sucessivamente sob o domínio dos fenícios, do Império Romanoe do Império Bizantino até à chegada dos árabes, que trouxeram o Islão e fundaram o reino de Nekor, nas montanhas doRif, no século VII.
Os berberes, no entanto, assumiram o controle no século XI e governaram, não só Marrocos (agregando-lhe reinos vizinhos), mas também a parte sul da península ibérica, até ao fim do século XII.
Em 1415, Portugal vira os olhos para a África e empreende a conquista de Ceuta e, no século seguinte, a maior parte do litoral marroquino estava nas mãos de portugueses e espanhóis. Ceuta continua sob soberania espanhola até hoje.
Em 1904, na Conferência de Algeciras, a Inglaterra concedeu à França o domínio de Marrocos, cujo sultão tinha contraído uma grande dívida com aquele país da Europa (em troca, a França concordou que o Reino Unido governasse o Egipto). Em1859, a Espanha anexara Marrocos, anexação essa que terminaria quando o sultão marroquino Moulay Abd al-Hafid aceitou em 1912 o estatuto de protetorado francês.
A seguir à Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Carta do Atlântico (assinada em 1941 Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt, em 1941), as forças vivas de Marrocos exigiram o regresso do sultão Mohammed V e em 1955 a França, que já se encontrava a braços com insurreição na Argélia, concordou com a independência da sua colónia, que foi celebrada dia 2 de Março de 1956.
A mudança do controle francês sobre Marrocos para as mãos do sultão e do Partido Independentista Istiqlãl decorreu calmamente.
Em Agosto de 1957, Mohammed V transformou Marrocos em um reino, passando a usar o título de rei. Quando, em 1959, o Istiqlãl se dividiu em dois grupos: um abrangendo a maioria dos elementos do Istiqlãl, conservador e obediente a Mohammed 'Allãl al-Fãsi, apoiante do rei; outro, de carácter republicano e socialista, que adoptou o nome de (União Nacional das Forças Populares), Muhammed aproveitou a oportunidade para distanciar a figura do rei dos partidos, elevando-o a um papel arbitral.
Tal manobra política contribuiu decisivamente para o fortalecimento da monarquia, como se verificou no referendo de 1962, já com Mulay Hassan, filho de Mohammed V (falecido em 1961), como rei Hassan II, em que foi aprovada uma constituição de cariz monárquico-constitucional.
Um ano após, foram realizadas eleições parlamentares que levaram a conjuntura política a um beco sem saída. Tal facto permitiu a concentração de poderes em Hassan II, como ficou demonstrado na Constituição de 1970, que não sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado, em 1971. Sucedeu-lhe uma outra Constituição em 1972, que só foi implementada efectivamente após outra tentativa de golpe de Estado em Agosto desse ano.

Muralhas em Rabat.




O ano de 1974 marcou o início de uma nova orientação da política de Hassan II, a partir do momento em que Marrocos declarou a sua pretensão sobre o Saara Espanhol, rico em minérios (sobretudo fosfato), pretensão essa que foi concretizada em Novembro de1975, com o avanço da "Marcha Verde", constituída por 350 000 voluntários desarmados, sobre o protectorado da Espanha, que evitou o conflito e conduziu à assinatura de um acordo em que eram satisfeitas as ambições de Marrocos.
No entanto, muitos têm sido os obstáculos à política marroquina: primeiro, a luta da guerrilha Polisário (Frente Popular para a Libertação de Saguia e do Rio do Ouro), apoiada, quer pela Argélia, quer, mais tarde, pela Líbia, e que recusou, inclusive, os resultados de um referendo promovido por Hassan II em 1981; segundo, a condenação por parte das ONU; e, terceiro, a criação da República Árabe Saariana Democrática em1989, que tem obtido o reconhecimento de um número crescente de países.
Em 1994, o secretário-geral das Nações Unidas, Boutros Boutros-Ghali, propôs um aprofundamento das negociações com o objectivo de promover um processo de recenseamento eleitoral o mais completo possível, de modo a um futuro referendo ter uma legitimidade aceitável por ambas as partes.
Por último, é de salientar o papel que Marrocos tem desempenhado no importante processo de paz na Palestina, através de um relacionamento equilibrado entre Hassan II e as partes beligerantes, a Organização de Libertação da Palestina (OLP) eIsrael, que permitiu, nomeadamente, o estabelecimento de interesses económicos naqueles países.
Geografia

Imagem de satélite do território marroquino.
Localizado no chamado Magrebe, o reino de Marrocos é banhado pelo oceano Atlântico a oeste, e pelo mar Mediterrâneo a norte, e faz fronteira com a Argélia a leste, a sul e sudeste com a Mauritânia. Abrange uma área total de 446 550 km². A capital, Rabat, com uma população de 1 618 700 habitantes (2004), destacando-se também outras cidades, como Casablanca, a maior do país, com3 741 200 habitantes, Tânger (629 800 habitantes) e Fez (1 019 300 habitantes).
Marrocos caracteriza-se por ser um país montanhoso, destacando-se duas cadeias montanhosas: o Rife, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do Sul da Península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Jbel Tidirhine com 2 456 m; e a Cordilheira do Atlas, no Centro do país, com a orientação leste-oeste, cujo ponto mais alto é o monte Jbel Toubkal (4 165 m). A leste, situa-se a bacia do Muluya, uma região de terras baixas, semiárida, criada pela erosão do rio Muluya. Mais a leste e a sudeste, encontram-se os altos planaltos, com cerca de 1000 metros de altitude. No Sul, iniciam-se as terras áridas do deserto do Saara.
Demografia 


Grupos étnico-linguísticos em Marrocos em 1973.
Em 2003, a população era de 31 689 263 habitantes, que vivem principalmente nas áreas planas a norte e oeste da cadeia do Atlas. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 23,26‰ e 5,78‰.
A esperança média de vida é de 70,04 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,654 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,590 (2001).
Estima-se que, em 2025, a população seja de 42 553 000 habitantes.
Os árabes representam cerca de 70% da população e os berberes 30%; todas as outras etnias não chegam a corresponder a 1%. A religião dominante é a muçulmana sunita (99%). A língua predominante no país é a variante marroquina do árabe.
Cidades mais populosas 
Cidades mais populosas do Marrocos


1
3 144 909
2
1 655 753
3
964 891
4
903 485
5
839 296
6
698 310
7
688 356
8
545 705
9
405 253
10
366 570
Política 
Marrocos é uma monarquia constitucional, com um parlamento eleito democraticamente, mas em que o rei é igualmente o chefe do governo.
Política interna 
A aliança de forças políticas que patrocinaram a independência manteve-se no poder até 1958, quando o Istiqlal assumiu o governo. Pouco depois, o partido dividiu-se em duas facções. A ala esquerda, excluída da administração central, venceu as eleições legislativas realizadas em 1960, tornando-se importante força de oposição ao Governo conservadorentão no poder. Em 1961, com a morte do Rei Mohammed V, subiu ao trono seu filho, Moulay Hassan, que passou a governar com o nome de Hassan II.
Política externa 
No seu conjunto, a política externa de Marrocos pode ser qualificada de ecuménica, na qual cabem relações, embora frias, com Israel, e bom entendimento com os Estados Unidos, excepto no que diz respeito a diferenças quanto ao Oriente Médio. Além disso, Marrocos vem ampliando o escopo de sua actuação diplomática, mediante a intensificação das relações com a América Latina e o Extremo Oriente – especialmente com a República Popular da China e Coreia do Sul. Mohammed VI está pessoalmente empenhado em diversificar e intensificar a presença marroquina no cenário internacional.
Subdivisões 

Regiões de Marrocos.
Marrocos está dividido em 16 regiões (capitais entre parênteses):
2.    Doukkala - Abda (Safi)
3.    Fès - Boulemane (Fès)
6.    Guelmim - Es-Semara (Guelmim) (*)
10. Oriental (Oujda)
(*) As regiões indicadas por asteriscos estão parcialmente ou totalmente localizadas no Saara Ocidental.
Economia 

Uma turista anda de dromedário. O turismo tem sido uma fonte de renda para muitos marroquinos.
A economia deste país baseia-se na agricultura, nos serviços, na indústria transformadora e na exploração mineral.
A terra arável abrange oito milhões e meio de hectares e proporciona produções de trigo, milho, cevada,arroz citrinos, cana-de-açúcar ealgodão, entre outras. A exploração mineral centra-se na extracção de fosfatos no Saara Ocidental.
As principais produções das indústrias transformadoras são os produtos alimentares, os têxteis, os artigos de couro e os adubos. Oturismo constitui uma importante fonte de receitas. Os principais parceiros comerciais de Marrocos são: Portugal,França, Espanha,Estados Unidos e Alemanha.
Cultura 

Dunas de um deserto marroquino.
Um dos grandes eventos de Marrocos é a ultra-maratona na areia, que é disputada no sul do país. Os competidores percorrem 206 quilómetros em seis etapas. Os participantes carregam uma mochila com todo o material necessário, mas só podem beber nove litros de água por dia. Tempestades de areia e bolhas nos pés são os maiores obstáculos. Em1994, o vencedor foi o russo Andrei Derksen, com dezasseis horas e 55 minutos.
No jantar marroquino, as mesas geralmente não ficam preparadas, pois os pratos são trazidos pouco a pouco. Uma empregada ou um membro mais jovem da família (sempre uma mulher) traz uma bacia de metal com sabão no meio, às vezes feito de esculturas artesanais, e água em volta. As mãos são lavadas e uma toalha é oferecida para secá-las. Os marroquinos têm o costume de beber chá verde com hortelã (menta) e açúcar antes e depois da refeição. Agradecem a Deus dizendo bismillah. Eles comem primeiramente de um prato comunitário, com a mão direita, o polegare os dois primeiros dedos. No fim das refeições, agradecem novamente dizendo all hamdu Lillah, que quer dizer: "graças a Deus" e repetem o ritual de lavar as mãos.
Desportos 
No desporto, teve como grande astro o atleta Hicham El Guerrouj, o mais rápido meio fundista de todos os tempos, detentor de três recordes mundiais homologados pela IAAF: 1500 metros, milha (1609 metros) e 2000 metros.
Feriados
Data
Nome em português
Nome em árabe
Observações
Independência
عيد الاستقلال
عيد العمال
Dia da Nação
يوما للأمة
Dia da Juventude
يوم الشباب
Coroação do rei Mohammed VI
يوم تتويج الملك
Festa do Trono L'Aïd el Arch
الطرف على العرش
Dia da Lealdade
أيام المعرض
Aniversário do Rei
الذكرى السنوية للملك